Design de Autor vs Design !?

A reflexion about “Design” and “Author Design”.

Não será o Design de Autor um pouco como o Design em Portugal?

Não será o Design de Autor um pouco como o Design em Portugal?

E tal como a legenda nos sugere: “Portugalia is a regional airline of Portugal based in Lisbon.”

(fonte retirado do blog de Mark Kaufman e que por sua vez é retirado do blog Design Observer)

Por vezes tal legendagem leva-nos a pensar um pouco no “Zé Povinho” que por vezes Portugal (e todos nós um pouco) é (somos). Onde grande parte das acções e grandes eventos se centram em Lisboa (sejam, financeiros, culturais ou de outra ordem). Porque um centralismo tão grande e um pensamento por vezes rude e medíocre como “temos” muitas vezes?

Não se co-relacionará o Design d’Autor um pouco com isto?

Não quero ofender ninguém, contudo e continuando com a ideia do Designer Autorista, não tem um centralismo demasiado vincado em si mesmo impreterivelmente do pedido do cliente?

Para desanuviar a cabeça pus-me a ver um programa de moda e jovens estilistas (que por sinal são sempre extremamente sensíveis ao toque :)) onde havia um desafio para os vários estilistas que teriam num dia produzir uma peça para uma cliente real e do dia-a-dia (havendo alguns casos em que as proporções não seriam as que os estilistas gostariam). E neste episódio (Runaway ?), um dos estilistas teve um conflito com a sua cliente ao ponto de ignorar os seus desejos para o vestido em questão. O desafia era que cada estilista produzisse uma peça para essa cliente em questão (cada um com o seu cliente, todas mulheres), e esse vestido apesar de ter que transparecer “fashionismo” e um toque pessoal do autor, também teria que se adequar ao cliente. E será que utilizar uma “Helvética” seja em que mulher fosse sairíamos a ganhar nos melhores conformes?

Continuo a bater na mesma tecla! Não será abusivo o constante uso de uma tipografia (seja para que cliente ou trabalho for), um abuso do Design (comunicação)? Todos nós reconhecemos (eu pelo menos reconheço) que a Helvética simplesmente “Funciona”! Mas não devíamos ter a eterna procura da fonte mais adequada ao trabalho que tivermos em mãos? Num evento cultural da juventude, certamente a Helvática funcionará para um cartaz a promover este evento, mas não haverá outras tipografias mais adequedas para transparecer uma jovialidade no cartaz??

Sim é verdade, depende da ideia de cada um. Depende do que dermos mais ênfase, tipografia / Imagem. Mas não serão questões pertinentes ao Design?

Ainda no outro dia, durante o Estágio, o meu patrão de uma forma subtil (ou não), modificou todas as ideias que tinhas para o trabalho de uma fachada (com a colocação do logótipo), uma capa de processos e uma caneta. Ou melhor, simplesmente olhou para o que tinha e fez algo que já tinha em mente desde o inicio, segundo padrões de imagem e gostos particulares. Confesso que a fachada resultou numa melhor experiência (dado a minha inexperiência no conhecimento de materiais e em campo leva-me a tal). Mas o resultado que ele me desenha (para eu produzir, levando-me a questionar se seria o designer ou um mero técnico) para a caneta de um cliente, penso que resultou num desenho mais medíocre do que a proposta apresentada. Mas o que poderia dizer? Era o patrão e Designer famoso, quem sou eu para refutar as ideias dele?

O que quero demonstrar com isto (embora não o demonstre claramente). É que por vezes, Designers de autor(ismo), não se interessam pelo que está feito, ou por fazer. Simplesmente têm a ideia deles e pronto. Por vezes isso resulta (neste caso, na sua maioria). Mas por vezes poderia ser melhor. E não deveria este Designer ser melhor para melhor servir o Design e o cliente? Estando a estagiar num atelier deste Designer deparo-me com esta problemática do Designer de Autor e conheço as suas virtudes e defeitos (pelo menos algumas vá…), o que me leva a pensar se devíamos vincular uma imagem acima de como deveria ser feito o trabalho.

Certamente, todos temos uma maneira mais própria de resolver um problema. Mas dentro dessa limitação, não deverá ser larga o suficiente para poder ser elástico e responder da melhor forma o Design, o Designer e o Cliente?

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3 comentários»

  pickles wrote @

poder escreve-se com “O”

  Sérgio Paulino wrote @

Obrigado Pikles.
Penso estar já corrigido.

  Anónimo wrote @

vale a pena pensar nisso!


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