Design de Autor vs Design !?

A reflexion about “Design” and “Author Design”.

Making a Way In…

Making a Way In…

Fazendo uma introdução mais realista ao que quero aqui debater, escrevo então estas linhas.

O tema ao qual me proponho a debater nos próximos tempos, é se o Design de Autor (no seu sentido mais lato) poderá ser benéfico ou prejudicial ao Design enquanto matéria com sentidos e funções.

Ou seja, será que um Designer tendencial a uma fonte, ou com tiques por gosto pessoal benéfico para a comunicação?

De seguido irei apresentar um Designer para tentar fomentar esta minha ideia. E não querendo avaliar a qualidade deste, refiro-me ao Sagmeister. Penso que (como jovem Designer), se apresentasse um cartaz destes:

Sagmeister Poster

pediam-me para dar meia volta e mudar de área. Não quero dizer com isto que ache o Sagmeister tendencioso, ou melhor é. Tem uma linguagem mais naturalista (a meu ver). E como já tem o seu “famosismo” (não que não o mereça), pode ter este tipo de liberdade.

Voltando ao tema, será que aquele Designer que utiliza Helvética para tudo e mais alguma coisa só por achar esta mais do que perfeita é bom Design? Ou seja, não me acredito que a Helvética seja a melhor apropriada em todos os campos/ares/imaginações. Não deveria o Designer (consoante o trabalho) procurar pela sua (ou de outrem) lista infindável de fontes, para se apropriar da que ache mais adequada ao trabalho em questão? Sei que utilizar sempre a mesma fonte porque é naturalmente boa é bom, visto ser menos uma preocupação no processo, ou então não. Quero dizer, se calhar se escolhermos a tipografia mais adequada ao trabalho é só pontos a nosso favor (ou a favor do Design). E sendo a tipografia dos campos mais importantes e menos dados importância (pelo menos segundo o meu ponto de vista), não deveria ser a escolha de uma fonte apropriada ao trabalho uma parte do processo envolvente?

De certa forma todos somos um tanto “Designers de Autorismo”, visto termos uma maneira de pensar própria. Contudo, não deveremos abstrair-nos das “nossas” ideias e servir da melhor forma o Design?

Certamente há pessoas que têm uma linguagem mais ilustrativa do que outras, mas será que tal linguagem servirá para todo o tipo de trabalho? Pensemos num jornal, será que funcionará um jornal com uma linha mais orgânica, liberta e ilustrada fugindo a uma linha mais “Editorial”, mas regular e fixa? Ou será que essa mesma linha de produção (refiro-me à ilustração) se poderá traduzir num cartão pessoal de uma empresa de peças de mecânica? Ou ainda do seu logo?

Certo que todos temos tendências, não seríamos todos rótulos do mesmo produto, mas não devemos ser também elásticos consoante o trabalho que aparecer à nossa frente?

Em suma, será que tais tendências e muitas outras deverão constar no processo de um trabalho de Design? Ou deverá o Design servir da melhor forma, pondo de parte (por vezes), tais tendências?

SP

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